segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O raio

Há coisas que acontecem na nossa vida que por mais que procuremos não acreditar, nos remetem a frase famosa: ‘Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay’. E o que acontece comigo e os cães que já tive, ou tenho, é muito estranho.
Há tempos atrás um cão da raça Fila Brasileira, macho, faleceu nos meus braços em circunstâncias estranhas e num momento em que eu estava passando dificuldades e me ficou clara a impressão que o ‘raio’ era destinado a mim, mas atingiu o meu cão amigo.
Em outra oportunidade faleceu minha cadela Rottweiler, em minha residência, quando eu lá não estava, talvez para me avisar que determinadas situações, e quais locais, eu deveria evitar. Até penso que ela me sugeriu melhorar a segurança da casa, o que fiz depois de sua morte.
Este fim de semana, depois de uma semana bastante produtiva e agradável, com poucos percalços, aconteceu outro incidente que me intriga até esta hora de domingo, às 23:47. O fim de semana tinha tudo para ser, cem por cento legal e só não foi (diria 95% próximo do ótimo) por causa da contusão do meu cão protetor da casa da raça Rottweiler macho de seis anos.
Começou no sábado quando minha mulher avisou que um lagarto (alguns denominam ‘calango’) muito comum na região de praia onde resido ‘adentrou' em nossa casa pela área de serviço. Após algumas tentativas de pegá-lo, chamei o cão Arnold Schwarzeneger para entrar em casa. Detalhe: ele não está acostumado a entrar em casa, pois fica apenas na soleira, deitado (tenho fotos da posição que ele costuma ficar). Mas como ele me obedece sempre quando o chamo, ele ‘cumpre o seu dever’. Entrou e rapidamente capturou o bicho pela boca e o levou para fora de casa.
Eu tive que levar minha mulher até outro ponto da cidade e retornei a casa. Ao retornar encontrei-o dentro de um espaço de jardim que temos em casa e ele sabe que não gosto que ele lá entre e estrague minhas plantas. Mas ele estava à caça de algum animal. Penso agora que eu o incentivei à caça ou o bicho fugiu para aquela região do nosso terreno. O bicho apareceu morto logo em seguida.
Porém, para sair desse lugar das plantas, há uma mureta de tijolos que coloquei exatamente para evitar que eles (os cães) lá entrem. O que sei é que logo depois, o Arnold apresentou uma contusão na perna traseira direita. A primeira aparência é que não havia nada quebrado. Talvez uma luxação, pancada ou distensão. Mas ele mancava e isso passou a me preocupar, pois o animal cão da raça Rottweiler é muito forte, com estrutura óssea muito resistente. Como não se consegue veterinário no fim de semana, passei o sábado e o domingo preocupado, e observando-o.
Ele, como todo cão ao se adoentar, diminui o ritmo, de modo a se recuperar logo (os seres humanos deveriam copiar essa atitude). Comeu bem, com apetite a carne, o ovo e o leite que dei; sinal de não estar muito doente.
Mas o que mais preocupa não é a contusão, provavelmente ele se recuperará bem dela. O que me preocupa é se não seria também um sinal de que o ‘raio’ estava mirado para mim e acertou meu cão? E que ‘raio’ seria esse? O da inveja? Pela felicidade demonstrada claramente por mim durante a semana, tanto sabe do fato quem teve contato comigo, mas também o teve pelas redes sociais. A semana havia começado bem com um belo almoço com amigos no domingo e se estendeu em bons contatos (de trabalho) que fiz.
Várias vezes eu já me perguntei sobre isso, conversando com Deus. Por que a felicidade vem em retalhos que construímos como uma colcha de cama? E sempre entrecortada por momentos de apreensão? Seria para nos colocar na nossa própria condição de humanos? De falhos? Seria o cão um protetor ou um ‘para raios’ para esses olhares de inveja?
Sei que talvez não seja cristão afirmar, mas se existe a ‘besta’ existe o mal, não? Em minha opinião a inveja (‘e o mau olhado’) nem sempre se manifesta através de pessoas próximas a você. No meu entendimento ela pode acontecer (e seus efeitos) a longa distância.
Pode ser apenas ‘feeling’ mas pode ser algo que exista entre o céu e a terra e que sonha nossa vã filosofia.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

EDUCAÇÃO II

Esse artigo é uma continuação do anterior e, portanto precisa ser colocado dentro do contexto do primeiro artigo sobre o tema.
Educação é o melhor investimento para o futuro. Mas, em um país onde os preços da mão-de-obra estejam distorcidos pode haver uma falsa impressão de que não há necessidade de se educar para melhorar o nível social e econômico.
Ser presidiário no Brasil é profissão. Recebe salário de R$ 862,11/dependente muito, muito maior que o mínimo (Portaria n° 568 de 31/12/2010). Talvez a última 'penada' do ex presidente. O pai trabalhador, cumpridor dos deveres de cidadão, não pode ter essa ‘ajuda’ de custo. Mas quem cometeu crimes, desrespeitando a sociedade a qual pertence, e que rasgou seus direitos civis, ainda ‘deixando a família a ver navios’ tem esse direito. A esposa e os filhos do presidiário têm mais direitos que a esposa do cidadão cumpridor dos deveres. Recebe mais que muitos professores primários. Recebe mais que bancário iniciante na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil. Recebe mais que empregada doméstica. Lembre-se que ele come, veste-se e dorme por nossa conta, e nada produz.
Ao mesmo tempo fazer uma ‘escova progressiva’ chega custar em alguns estabelecimentos, a quantia de R$ 300,00, por mais ou menos, duas horas de trabalho. Mais do que o salário/ hora de muito professor universitário. Mais do que uma consulta médica (do profissional que estudou – só no terceiro grau, cinco anos e mais a residência). Mais do que cobram os profissionais de consultoria a empresas, por hora de visita.
Realmente se assim pensarmos não adianta avançar na educação. Mas não, quem gosta de estudar não perde o fio! Luta até que o país reconheça o esforço de anos de estudo, de dedicação, de fins de semana sem ‘baladas’, de investimento financeiro e de tempo; além do envolvimento emocional (abrangendo toda a família).
Um dia como aconteceu em vários países como Coréia do Sul, Finlândia e Dinamarca, o reconhecimento virá, através, não só de prêmios escolares, mas também financeiros.

No ano passado, a OIT e a UNESCO haviam publicado o ranking mundial de salários de professores. O Brasil aparecia no antepenúltimo lugar. Perdemos apenas para o Peru e a Indonésia. O salário anual médio de um professor na Indonésia é US$ 1.624, no Peru US$ 4.752 e no Brasil, US$ 4.818, o equivalente a R$ 11 mil.
A OIT e a UNESCO dizem que o Brasil é um dos países com o maior número de alunos por classe. Segundo o estudo, existem mais de 29 alunos por professor no Brasil, enquanto na Dinamarca, por exemplo, a relação é de um para dez.
Fonte: rudaricci.blogspot.com (04 de outubro de 2009)

 

A explicação é simples. Quase todos os países que ocupam os primeiros lugares na avaliação da OCDE - Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (o relatório Education at a glance 2010), colocaram a educação como prioridade nacional. O Brasil se posicionou em 53° (dentre 65 países analisados).
A política e o entendimento dos países mais avançados em educação é que, para evoluir, há necessariamente que se aprimorar a qualidade da educação. E como melhorar a educação sem professores? Há que se atentar melhor para este profissional, não só melhorando seu perfil educacional como principalmente seu nível salarial. Estudos provam que melhorar salários é mais eficiente que reduzir turmas. A preocupação desses países, de alto desempenho, é que não se deva pagar menos aos professores em comparação com a média de salários de outros profissionais com diploma de ensino superior.
Exemplos não faltam, na Coréia do Sul os alunos analisados, tiveram a sorte de estudar na melhor escola do país que tem o melhor ensino básico do planeta. Lá todos os professores têm mestrado, são atualizados a cada dois anos e não permitem que o aluno passe um dia sequer sem entender a lição. Ganham o equivalente a R$ 10.500,00 por mês. Têm como fundamento da prática educativa, o entendimento de que se o aluno não aprende, o professor é que é reprovado. A Coréia do Sul tem, proporcionalmente, quase sete vezes mais pesquisadores do que o Brasil, segundo o Relatório UNESCO sobre Ciência 2010, documento divulgado em 10nov2010, em Brasília, pelo órgão das Nações Unidas para a Educação.
Na Finlândia creditam o êxito na Educação à sólida formação docente. Os professores têm valorização e prestígio social. Todos têm cinco anos de formação e a maioria tem mais um ano de mestrado. Recebem o equivalente a R$ 8.300,00 e têm treze semanas de férias ao ano.
A qualidade de um sistema educacional não pode ser maior que a qualidade de seu professor.
Além da melhoria nos salários dos professores um país, para crescer, precisa aumentar o percentual gasto (investimentos e despesas) em educação. O Brasil ainda investe só 1/5 do que os países desenvolvidos destinam ao setor (apesar de ter ampliado os gastos com o ensino fundamental na primeira década de 2000). 
O levantamento cobre todos os ciclos de ensino e leva em conta a Educação pública e privada. Enquanto países como: Alemanha, Bélgica, França, Reino Unido, Áustria, Dinamarca, Noruega, Itália, Islândia, Estados Unidos e Japão investem, em média, US$ 94.589 por estudante durante todo o ciclo do ensino fundamental, no Brasil o gasto médio é de US$ 19.516 por aluno.
O resultado é claro: em matéria de formação e preparo, os estudantes brasileiros continuam muito longe dos estudantes dos países desenvolvidos!
Países como Dinamarca, Israel, Islândia e Estados Unidos, por exemplo, gastam, em todos os níveis de ensino, cerca de 6,2% do Produto Interno Bruto (PIB).
Países como a Rússia e a República Eslovaca gastam 4,5%.
O Brasil se encontra numa posição intermediária, destinando ao setor educacional 5,2% do PIB.
Contrariamente ao que muitos falam no Brasil, o estudo também mostra que, entre os países mais ricos, 90% do investimento em ensino fundamental e médio advêm do poder público.
Quanto ao ensino superior, em países como a Finlândia, Noruega e Coréia do Sul, 75% dos investimentos são privados. A prioridade do gasto público é dada, assim, à formação básica. 
Na minha opinião, quanto melhor é a qualidade da formação básica dos alunos, mais valor darão ao ensino superior e aos cursos de pós-graduação, o que os torna menos vulneráveis ao desemprego causado pelas crises econômicas.
Para encerrar esse tema levanto mais uma polemica, qual seja da grade escolar fundamental, porque entre os países mais desenvolvidos, o ensino de: redação, literatura, matemática e ciências representa quase 50% do tempo de instrução obrigatória, para os alunos com idade entre 9 e 11 anos, e 40%, para os estudantes na faixa etária entre 12 e 14 anos. Nos demais países, o tempo gasto com essas atividades básicas varia de 16% a 30%, bem inferior, portanto. Fica óbvio que isso faz a diferença no aproveitamento e no preparo dos estudantes. Para mim esse também é um dos fatores que os levam, quando adultos, a continuar estudando durante toda sua vida profissional.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

EDUCAÇÃO


Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele. Provérbios: 22,6.
O tema de hoje é daqueles assuntos difíceis de escrever sem criar polemicas. Educar, etimologicamente, significa (do latim) educare, por sua vez ligado a educere, verbo composto do prefixo ex (fora) + ducere (conduzir ou levar), e significa literalmente 'conduzir para fora', ou seja, preparar o indivíduo para o mundo. Educação é um conjunto de normas pedagógicas tendentes ao desenvolvimento geral do corpo e do espírito. Educação é o conhecimento e a prática dos usos da gente ‘fina’. É instrução, polidez e cortesia.
Todos crêem que possuem educação, porém Educação (com letra maiúscula) não se consegue sem a escalada de determinadas etapas, como vetores que apresentam uma única resultante. Essas etapas, quando devidamente cumpridas, podem levar uma pessoa ser considerada como ‘Educada’. Os três vetores descritos a seguir ocorrem concomitantemente ao longo da existência humana.
A Educação completa só é alcançada após etapas de educação familiar - Vetor HUM (em casa e fora dela) de responsabilidade dos próprios pais, tios, avós e mais velhos da família. Responsabilidade essa que inclui o exemplo como fator mais importante. Essa responsabilidade nunca acaba. Esta etapa é primordial para o alicerce da estrutura humana. A disciplina é uma expressão do amor da parte dos pais. A Bíblia diz em Provérbios 13:24: ‘aquele que poupa a vara aborrece a seu filho; mas quem o ama, a seu tempo o castiga’.
A segunda etapa inclui a instrução formal – Vetor DOIS, desde o pré-escolar até os mais altos graus (como objetivo final o enésimo grau). Essa etapa, mesmo cumprida, não garante que o indivíduo absorva o necessário para ter uma Educação completa. Mesmo depois de anos de estudos, essa etapa pode levar uma pessoa ao contrario da Educação. A deseducação demonstrada pela arrogância e empáfia, por ter alcançado uma elevada instrução, todavia sem a devida compreensão de que estamos aprendendo continuamente e para sempre.
A terceira e derradeira etapa se inicia na juventude e só termina com a morte – Vetor TRES. Trata-se da ‘auto’ educação, ou seja, a busca individual constante para melhorar, para aprimorar seus modos de conduta e de convivência com os demais seres humanos, animais e meio ambiente. Conhecimento por si só não garante a Educação. Informação e conhecimento são só dados que devem ser processados pelo cérebro humano e mudar a pessoa. Não nascemos sabendo de tudo e morreremos sem saber tudo. É um objetivo infinito e não ‘cumprível’ ao longo dessa existência.
No século XXI, a comunicação é: ‘online’, ‘ontime’ e ‘onlife(*). O ser humano vive, hoje, num mundo essencialmente interativo onde a comunicação é direta. Seu início ocorreu no século XX com o aperfeiçoamento da imprensa escrita e da fotografia, bem como a invenção do cinema, rádio, televisão, o advento da internet e das redes sociais. Hoje se comunica muito mais, porém nem sempre melhor. Ainda existem bolsões no mundo onde se utiliza uma carta que, depois de postada nos correios, demora semanas para se chegar a um destinatário. Hoje, porém, não leva mais que alguns segundos numa mensagem de e-mail, de torpedo (SMS) ou em conversações em ‘chat’ nas redes sociais.
Recebemos a todo o momento informações e que alguns citam como ‘conhecimento’ em todas as mídias. Somos capazes de filtrar o que realmente é bom? Se você passar uma semana assistindo a programação da TV aberta, ao final dela poderia computar o grau de aproveitamento que as longas horas puderam lhe proporcionar? Saberia dizer se os enredos das novelas brasileiras são baseados na vida real ou se a vida real do brasileiro se baseia nas novelas?
Erros de português, de legislação, de pedagogia, entre outros menos perceptíveis. Traições de casais, ganância e violência exacerbada são constantes. São assuntos tratados em todas as novelas da forma que melhor interessa seus autores, mas que influenciam profundamente a vida dos telespectadores. Infelizmente, quem quer ter um pouco mais de qualidade nas informações e um entretenimento que acrescente mais cultura ‘limpa’ tem que pagar por isso em canais de TV a cabo ou por satélite, enquanto a grande maioria da população é manipulada por todo lixo da comunicação que absorve pelas antenas de seus televisores. Na maioria dos casos, é isso que faz a ‘educação’ ou deseducação do ser humano moderno e que o torna tão superficial e carente da educação pura.
Como se verificam sinais de carência de educação? Desrespeito as normas, as leis e aos costumes da sociedade em que se vive.
Podem-se citar exemplos visíveis no nosso dia a dia. Falar alto (ou não) ao telefone celular dentro de um elevador. Aliás, adentrar num elevador sem cumprimentar os que já estavam presentes nele. Esses rádios (não são celulares convencionais) são típicos de modernidade abusiva no convívio social. Há pessoas que falam alto em ambientes completamente inapropriados para tal, como hospitais, repartições públicas ou até mesmo em festas nas residências particulares.
Em Portugal (e Europa) não há necessidade de lei obrigando a ceder o lugar para os mais velhos, senhoras com crianças ao colo e grávidas em Ônibus (autocarro), Metrô (metro) ou Trem (comboio). Os mais novos cedem seu lugar sem necessidade de lei ou de pedido formal. Eu mesmo assisti a um jovem executivo de terno e gravata retornando do trabalho cansado, cedendo seu lugar por três vezes no metro, cada vez que entrava uma pessoa mais velha. Aliás, nesses lugares, não há catracas para se entrar no metro. Você possui o cartão de embarque e o faz acionando um dispositivo eletrônico sem fiscalização.
Crianças em idade escolar, ou estão na escola ou em casa, e jamais pedindo esmola na rua. A escola é a segunda casa e não há uma terceira.
Educação é quando se respeitam as diferenças. Sem ‘pré-conceitos’.
Educação é quando se respeitam as leis. Você não pode ir a um evento, mesmo que religioso, seja evangélico, católico, espírita ou islâmico; e deixar seu automóvel estacionando na porta de uma garagem e considerar isso normal. Deus não é álibi para descumprimento de leis.
‘Furar fila’ é carência de educação. Falta de respeito ao próximo.
Ultrapassar pelo acostamento em via pública ou em estrada é carência de educação. A tentativa de ‘levar vantagem em tudo’ é pratica nociva.
Cuspir em público é outra carência de educação. Alias, que coisa horrorosa vermos os jogadores de futebol realizando este ato em público nos estádios. No boxe há um dispositivo, o balde, para efetivar o ato de cuspir do lutador; então, não poderia haver um balde nos campos de futebol para essa finalidade?
Urinar em público, então, é ultrajante. Seja do sexo masculino ou feminino. Criança ou adulto. Não há desculpas para esse ato vil.
Grosseria, ou violência verbal, demonstra que as etapas de educação não foram totalmente cumpridas ou os ensinamentos não absorvidos.
Ligar o som do automóvel em locais públicos, com volume exacerbado é prova inconteste de falta de educação. Aliás, eventos públicos, religiosos ou não, com sons em altos níveis, mesmo aprovados ou até incentivados pelas autoridades públicas, são em si só falta de educação e carência de espírito cívico. Existem locais apropriados para grandes eventos públicos como ‘Sambódromos’, Praças do ‘papa’ e espaços abertos longe de moradias de alto padrão aquisitivo ou de casas populares.
Igrejas não são permitidas a usarem seus sons em alto volume mesmo ‘em nome de Deus’. Deus fala aos ouvidos e ao coração sem sons altos, a comunicação é direta. Alto grau de comunicação como só um Deus pode fazer. Conheço uma pessoa que ao retornar de viver nos USA, se deparou com essa situação aqui no Brasil e não podendo impedir ou até processar a Igreja, voltou ao USA onde a lei do silêncio é cumprida.
Em qualquer lugar que estivermos ondas de rádio (de todo o espectro) estão passando por nossos corpos, uma energia invisível (eletromagnética) codificada que traz em si várias mensagens. Para captá-las só nos é necessário o receptor certo que vai decodificar a mensagem e nos transmitir de forma que possamos compreendê-las. Assim como as ondas de rádio, Deus se faz presente em nossas vidas e para tal basta entrarmos em sintonia com ele pelo ‘Seu Espírito Santo’, para compreendermos toda a mensagem de amor que ele nos quer revelar. Não há necessidade de alto falantes.
Ouvir ‘Ipods’ ou ‘mp3’ em alto nível de volume, de modo que os vizinhos de banco do coletivo, do saguão da clínica ou do hospital, que passageiros nos elevadores e transeuntes em lugares públicos, possam ouvir também, é sinal de alto grau de falta de educação.
Agredir o meio ambiente também é falta de educação.
Enfim, se nós consideramos que estamos no grau mais alto da evolução dos racionais devemos, de igual modo, respeitar nossos parceiros nessa nave denominada Terra.
A Educação é o melhor investimento, a melhor providencia e previdência mais sagaz para uma boa aposentadoria.
“Se você considera a Educação cara (dispendiosa) tente a ignorância” (adágio popular).

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

PRECONCEITO

Antes eu era cego agora enxergo tudo.
João, 9:25.



Acordei hoje e resolvi escrever sobre o tema, após ter lido em jornal do ES sobre preconceito contra casamentos entre pessoas diferentes: em idade, em etnia ou em crença religiosa. Ex-padres podem casar, claro.
Mas, antes, vou discorrer sobre alguns termos que são muito utilizados popularmente e assim posso estabelecer um referencial do que penso sobre esses termos. Sem nenhuma base científica ou preocupação etimológica, epistemológica ou morfológica.
Burrice para mim é quando repetimos ou insistimos no erro. Eu mesmo já cometi vários atos de burrice. Burro é a pessoa que, insistentemente, incide em erros. Nada a ver com o animal denominado ‘burro’, que só é teimoso, e não comete erros. Anta é outro animal que não comete muitas burrices e até apresenta sinais de inteligência, superiores a alguns seres humanos.
Ignorância, por outro lado, é quando ignoramos algo, por não sabermos, não termos estudado o assunto ou por afastamento do fato (como comunidades afastadas das civilizações).
Cometemos burrice quando, ao ignorarmos um tema, não quisermos aprende-lo ou por considerarmos que sabemos demais sobre o tema. Ninguém sabe sobre todos os temas ou assuntos e nem tudo sobre um tema específico. Ignorar de propósito é um ato de burrice. Auto-suficiência é um ato de burrice.
Ignorância para mim é diferente de violência. Violência é quando cometemos atos de brutalidade contra seres humanos ou contra animais. Animais não são violentos, apenas lutam por sobrevivência. É do instinto deles manterem-se vivos.
Chamar pessoas violentas de animais é praguejar contra os animais de verdade, que não merecem ser comparados a este tipo de gente. Os que se mostram violentos não são seres humanos e nem animais. Violentos e ‘bestas’ são os que matam filhos, pais e avós, por exemplo, com várias facadas. Eu não me imagino estapear outra pessoa várias vezes com o sentido normal, não sei se conseguiria, nem em estado abrupto de perda da razão. Pedófilos, estupradores, assassinos em série, assassinos cruéis são o espectro específico da brutalidade e da violência; e podem, e devem ser denominados ‘bestas’. Não confundir com ‘bestiais’ (termo usado em Portugal para os gênios).
Etnia para mim é a diferença entre povos da mesma raça humana a qual todos pertencemos. Povos como: romanos, godos, visigodos, saxões, índios e mouros. Hoje em dia entre europeus, africanos, asiáticos e sul ou norte-americanos.  Não existe, para mim, a raça negra, branca ou asiática. Somos etnicamente diferentes dependendo da ascendência. E só cita raças diferentes, em minha opinião, se você não conhecer a história dos povos ou ignorar essa história de propósito para atender o seu propósito ou por má intenção. Desconhecer a história antiga da Europa, por exemplo, onde a mistura de etnias se fez presente claramente, é ignorância. Desconhecer a mistura e mixagem das Américas é ignorância étnica.
Anormais para mim são os seres humanos que apresentam um dom, uma inteligência (demonstrada por dons específicos) ou comportamento diferente dos outros, de nós os normais, são por mim denominados como gênios. Refiro-me a Curva de Gauss, os normais nos situamos dentro dos desvios padrões, dentro da normalidade. Os anormais se apresentam nas diversas modalidades e alguns exemplos: futebol (Pelé), música (Jobim, Mozart e Beethoven), na escrita (Machado de Assis, Eça de Queiroz, Fernando Pessoa e Antoine de Saint-Exupery), na pintura (Picasso, Portinari, Dali, Da Vinci, Manet e Monet), no comportamento (Madre Tereza de Calcutá, Ghandi e Martin Luther King), na ciência (Santos Dumont), na física (Kepler e Einstein) e filosofia (Sócrates, Platão, Voltaire e Kant).
Chamar os violentos de anormais é compará-los ao grupo acima. São anormais sim, mas na parte de baixo da Curva de Gauss. Mas são simplesmente ‘bestas’.
Fanatismo é a fixação de conceitos sem abertura para novos conhecimentos. Fanatismo pode ser religioso (o mais comum), mas também de idéias, como comunismo ou capitalismo, como ainda de conceitos sobre determinados assuntos: moda, estilo de vida ou gosto por comida ou bebida. Ao fanático não cabem a concorrência de idéias e de propósito.
Agora vamos discorrer sobre Preconceito. É quando emitimos parecer antecipado sem conhecermos o tema ou a pessoa. Eu mesmo apresento sinais de preconceito, quando se me apresentam pessoas com altos sinais de burrice ou alto grau de violência (preconceito porque faço questão em não conhecê-las). Não quero saber se são ‘sóciopatas’ ou ‘psicopatas’. Nem os próprios psicólogos sabem bem a diferença.
Tenho preconceito quando ouço alguém citar que: ‘não quero aprender’, ‘já sei sobre tudo’ ou ‘mulher tem que apanhar’. Tenho preconceito sim (porque não procuro me aprofundar em quem acredita nessa frase) quando ouço: ‘beleza é fundamental’, porque assimetria é o que marca o ser humano e não a perfeição simétrica (a se não fosse o sinalzinho da Marilyn Monroe!).
Preconceitos existem quando, sem conhecer as pessoas, se critica os homossexuais, quando se generaliza sobre etnia, tipo ‘determinado povo’ é burro (ou sujo), quando se rotulam pessoas pelo comportamento diferente dos demais como: roqueiros, ‘emos’ ou góticos.
Preconceitos existem quando se critica alguém por namorar (ou até casar com) pessoas bem mais jovens, quando se afirma que pessoas de idade avançada não podem fazer sexo, quando se afirma que pessoas parcialmente incapacitadas não possam realizar determinadas tarefas, quando não podemos mudar de ideia, etc.
Preconceitos existem quando definimos que, pessoas magras ou gordas são doentes e fora do padrão da normalidade, normalidade esta definida por limites (não padrões) meramente comerciais. Feio ou bonito é relativo, dependente do padrão cultural da localidade, da etnia ou da sociedade e mostramos preconceito quando julgamos a pessoa pela aparência.
Preconceito contra canhotos, sinistra em italiano.  Destra de destreza.
Xenofobia é o preconceito contra estrangeiros, sem conhecê-los.
Não que dentro do grupo de homossexuais não possam existir pessoas que cometam burrices, que sejam violentas e até pessoas preconceituosas. Não que dentro do grupo de determinada etnia também se manifestem atos de violência e de brutalidade. Em todo grupamento e qualquer população existe o percentual de violentos, de preconceituosos e de ‘burros’. Creio que se fizermos um estudo científico sobre o tema o percentual não se alterará. É como corrupção, falta de ética e de carência moral, elas existem em todo grupo populacional, na mesma proporção.
O que precisa, e deve haver, é o respeito pelo próximo, seja ele ou ela do jeito que for. Burrice é não querer conhecer e conversar com alguém pela aparência, etnia ou nível econômico. É insistir nos erros de vários de nossos antepassados em todos os continentes. É insistir nos erros que estão sendo cometidos no presente.
Para encerrar, no momento este tema, convido a todos a pensar sobre perfeição. Como é ‘chata’ a perfeição! Tudo o que vemos é irreal. Só na mente o círculo é perfeito. Tudo o que vemos e sentimos é relativizado pela ótica do observador. Ao observarmos algo ou alguém próximo a nós, a forma do objeto e da pessoa se altera pela nossa presença. Ghandi celebrava sua própria incoerência. Posso mudar de ideia a cada segundo. Posso ver o mundo diferente a cada átimo. E que mundo? Se ele não é real!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Abdução - Abduzidos

Nas entrevistas dos políticos durante as reportagens sobre as desgraças no RJ ouvimos todos eles afirmarem ser um erro permitir a construção de casas em áreas de risco, desmatando e agredindo o meio ambiente.
A pergunta que não quer calar é a seguinte: teriam vindo, esses senhores políticos, de algum outro planeta ou outro sistema solar? Foram abduzidos por anos e retornaram agora durante as chuvas? Onde eles estavam – sendo políticos antigos, vereadores, deputados, prefeitos e governadores? O que eles fizeram pela população mais carente? Onde eles criaram os empregos para essa gente humilde?
‘Pus-me então a considerar todas as opressões que se exercem debaixo do sol. Eis aqui as lágrimas dos oprimidos e não há ninguém para consolá-los. Seus opressores fazem-lhe violência e não há ninguém para consolá-los’ (Eclesiastes: 4,1).
Tenho absoluta certeza, que como eu passei, quando me desloquei de Friburgo para Teresópolis ano passado, e vi as favelas e as construções ao longo da estrada, desmatando e correndo riscos de vida, eles, os políticos também passaram. E o que fizeram? Nada.
Aliás, na região devastada de Teresópolis, na estrada que liga a Itaipava, há uma localidade denominada ‘quebra-frascos’. Por que essa denominação, que vem desde os tempos imperiais?
Peço a paciência de trazer à tona uma recordação pessoal. Volto a meu tempo de juventude na adorável cidade de Teresópolis, ao pé da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro. Em deliciosas férias com meus padrinhos e primos, curtíamos um friozinho bom (às vezes bem frio, me lembro de esquecer de levar pijamas de frio e à noite tive que dormir de roupa). Àquela época era menor de idade e não tomava vinho. Carnaval no Hotel Higino.
Nessa estrada existe um bairro de nome curioso, o ‘Quebra-Frascos’, de ar puríssimo, muito rico em Ozônio (O3), que dizem os fisiologistas, mata o bacilo de Koch, responsável pelo contágio da tuberculose. O lugar é enriquecido por densa mata de eucaliptos. Lá funcionava, e ainda funciona, uma clínica para doentes de pulmão e em suas imediações o cinqüentenário Hotel Pinheiros. Àquela época, a incidência da enfermidade era bem grande. Os doentes iam em busca de tratamento, alimentação adequada e repouso. Lá se tratavam e, quando voltavam para casa, curados, deixavam alegremente, pelo caminho bucólico, os frascos dos vidros dos remédios que lhes recuperaram a saúde, agora recuperada pelas alegrias serranas. Triste contraponto com as cenas de hoje em dia.
Em 1872, foi construída a primeira estrada de acesso a Teresópolis, ligando-a a Itaipava, distrito do Município de Petrópolis. Até então, o único modo possível para se chegar era por meio de tropas e liteiras, utilizando-se o caminho preparado por George March (ex-proprietário de toda a área). A abertura da estrada permitiu a chegada de outros estrangeiros que se instalaram na cidade e de famílias abastadas que mantinham na localidade suas casas de veraneio.

‘Aquele que ama o dinheiro nunca se fartará ...’ (Eclesiastes: 5:9)
A Terra na qual navegamos por esse espaço sideral é única. Até hoje não se descobriu outro planeta que abrigue o ser humano. Se ela se esgotar nós morremos. O Brasil é um país continental e existem espaços bem amplos, planos e longe de rios e de áreas de risco para construção de casas populares.
Mas onde irão trabalhar essas pessoas? Há que se criar empregos ao redor das residências, ou antes, há que se criar a fábrica, o escritório ou o pólo industrial e depois criar as residências.
Mesmo que seja necessário o deslocamento para os centros urbanos o transporte é obrigação fundamental das autoridades públicas (junto com saúde, educação e segurança).
Num decreto federal, reduz-se ou até se extingue o IPI, para incentivar um pólo industrial. Ah, esqueci, são os tributos que pagam os salários deles, recém aumentados em 60%, enquanto os pobres receberam aumento de R$ 30,00.
Na baixada de Duque de Caxias, antes de se subir para Petrópolis e Teresópolis, há uma área plana bem vasta para implantação de pólo industrial.
Citam os políticos Planejamento Estratégico (ultrapassado desde a década de 70), porque ‘consideram bonito o termo’. A Estratégia correta é estudar os cenários. E qual é o cenário da região serrana do RJ? Chuvas constantes. Encostas que não permitem construções. Os planos decorrentes dessa Estratégia, que deveria ser holística, devem abranger todas as áreas do conhecimento humano, sem demagogias e sem precipitações.
Tecnologia não significa sabedoria. Uma ‘lenda urbana’ com alguns tópicos de realidade citam que os americanos levaram anos e gastaram milhões (algumas versões bilhões) de dólares para descobrir uma caneta que escrevesse de ‘cabeça para baixo’ (sem gravidade e pressão atmosférica), dentro da nave, no espaço sideral. Os russos, simplesmente, usaram o lápis (desde o início das viagens).(1)
Onde existem mais árvores haverá mais ocorrência de chuvas. É obvio. Teresópolis tem ‘fog’ – neblina, há cinqüenta anos, desde que me conheço por gente. Em determinados períodos do ano, o sol se apresenta de 10 às 15:00 somente, e por isso é uma delícia passear por Teresópolis. Frio a 30 ou 40 minutos do RJ, que é muito quente em determinadas épocas do ano.
Na região de Campos no RJ (300 km da capital) existem milhares de hectares para implantação de pólos industriais. Áreas planas. No sul da Bahia idem, para não termos que ir ao Nordeste.
Política pública é escolher a(s) Estratégia(s) que atenda(m) a demanda futura, vislumbrando cenários de alteração do meio ambiente inclusive (não é o caso da região serrana, que chove há anos). Conhecer o crescimento populacional e ordenar esse crescimento para a felicidade de todos.
Senhores políticos, por favor, desçam das suas naves espaciais e olhem ao redor e ‘hands on’. Façam algo para que nós não passemos por mais décadas de desgraças.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A CORRUPÇÃO DOS GRANDES – O PRUMO DE ISRAEL


 ‘Nunca na história deste país ...’ vimos uma desgraça acontecer em Petrópolis, Teresópolis e Friburgo no RJ ? Balela ... blá blá blá. Cadê o maior presidente deste país? Nessas horas, cadê ele?
Leiam: Oseías capítulo 7. A corrupção dos grandes. Efraim. E Amós cap. 7 versículos de 7 a 9: ‘e passarei um prumo sobre o povo de Israel e jamais perdoarei’.
Chuva não é desgraça ... é benção de Deus. Sem elas não haveriam as matas e florestas e as plantações. Nós os humanos é que invadimos os espaços deles os animais.
Carlos Lacerda na década de 60 resolveu o problema das enchentes no RJ (capital), e Negrão de Lima deu continuidade. Eu vivi problemas de enchentes dentro de casa quando menino. Depois de Lacerda nunca mais na Tijuca e Vila Isabel, no RJ. Vontade e decisão política sem demagogias. Sem dinheiro na cueca e sem corrupção.
As imagens mostradas pelas ‘distintas’ redes de TV não esclarecem onde ocorrem as ‘desgraças’. Jornalista gosta de desgraça? Será? Só vemos essas imagens nas áreas mais carentes da cidade. Em Teresópolis, por exemplo, não mostra os bairros: da Cascata dos Amores, o ‘Yaúcas’ e a Granja Comari (onde a CBF tem o resort).
As pessoas mais carentes vão atrás de empregos, e residem nas periferias das cidades. A estrada Friburgo – Teresópolis hoje está repleta de favelas nas encostas, desmatando e construindo sem ENGENHARIA.
Essas pessoas precisam de emprego e onde eles estão? Próximo as grandes cidades como Rio (Petrópolis e Teresópolis estão a 30 ou 40 minutos do Rio) e São Paulo Para que isso não ocorra mais há que descentralizar o país. JK tentou, mas não aconteceu dos políticos futuros darem continuidade.
Eu conheço um executivo da Microsoft que corre o mundo todo e ele reside em São Paulo. Por quê? Não sei. Inexplicável. Trabalhar com informática, ou seja, com a cibernética atual é fácil e pode ser feita a longa distância. Presto consultorias a empresas em casa – Home Office. Por que as ‘distintas’ redes de TV têm suas sedes em São Paulo ou Rio? Por que não Uberaba, Uberlândia, Campinas, Londrina, Caxias do Sul, etc; sem falarmos em cidade e capitais menores como Vitória/Vila Velha, Natal, Maceió e Aracaju.
Senhores feudais donos de grandes empresas ... transfiram suas empresas para as cidades menores. Reuniões? Com vídeo conferencia.
Senhores jornalistas e ‘consultores’ geólogos e engenheiros, visitem os Países Baixos, Holanda, e estudem sobre tubulações de escoamento de águas e chuvas e sobre comportas.
Incentivem a migração populacional. Na China é proibida. Aqui deveria ser incentivada. Migrem e empreguem fora dos grandes centros. Neste século as telecomunicações já se encontram com avanços suficientes para que as empresas descentralizem,.
Distintos senhores políticos ... parem, por favor, com a demagogia e ‘hands on’. Leiam a Bíblia. Passarei um prumo e jamais me desviarei dele.
No mais, nós população de classe média (B, C e D), a parte da sociedade que não manda, que não é política, que não é presidente de sindicato e que não emprega milhares (só alguns poucos); e que não pode interferir no processo, só a cada quatro anos pelo voto, e  convivemos com a inoperância, desídia, incompetência e corrupção; só podemos orar/rezar e pedir a Deus misericórdia com os menos desafortunados (claro ajuda solidária também).