Deus é um só. Pelo mistério da fé são três. Pai, Filho e Espírito Santo. Deus o único é pai. Abrahão a pedido de Deus iria sacrificar seu próprio filho, Deus o impediu ‘em cima da hora’. Que pai gosta de ver o seu filho ser sacrificado na sua frente? Que pai consegue ver a morte do seu próprio filho impassível?
Se nós não conhecemos Deus pessoalmente ‘emprestamos sentimento humanos’ a Ele. Colocamos palavras na boca de Deus sem que o conheçamos pessoalmente.
Quem foi o maior sacrificado com a morte de Jesus (mais uma vez nome ‘dado pelos humanos e ainda por cima os hebreus que o sacrificaram’)? Ele próprio ou o seu pai? Muito se fala, escreve, mostra em filmes sobre o sofrimento de Cristo? E o sofrimento (usando termos humanos para, novamente, tentar explicar os sentimentos de Deus).
Mais que comemorar o nascimento ou a própria morte de Jesus, devemos no lembrar ‘a hora da decisão’, o timing, de Deus em enviar seu próprio filho para o sacrifício. Em termos humanos que hora dramática seria essa? Ele teria ‘dormido bem’? Como foi para Ele ver todo o nascimento já sabendo que Ele morreria numa cruz?
Deus quem criou tudo e nos criou é nós também. Estamos ‘impregnados Dele. Ele não está só nos nossos corações. Ele é nós e nós somos Ele.
Então para que fazer propaganda que o ‘meu coração está no altar de Jesus’? Para que fazermos cartazes de Jesus – o filho – e não do pai o maior sofredor dessa história toda. Para que servem a propaganda em palavras soltas ao vento, em vidros de carro e janelas, em outdoors e em símbolos (que, aliás, foram por Ele execrados, como idolatrias, ao dar as tábuas da Lei a Moisés). Por que não enaltecermos sempre os três, que são um só, e usarmos apenas um nome humano dado ao filho? Seria hipocrisia nos defendermos em causa própria? Citarmos que fomos ‘enviados’, que somos ‘missionários’ e ‘pastores’ desse Deus que é de todos, democrático, e que não necessita de ‘porta-voz’? A Bíblia só cita um enviado: o arcanjo Gabriel. Deus não passou procuração para mais ninguém porque não há necessidade, Ele não ‘fala aos corações’, Ele está nos corações, pulmões, cérebro e em todo o nosso corpo, Ele é nós.
Não há necessidade de rezar ou orar em voz alta porque Ele ouve os meus pensamentos, e mais além Ele já sabe o que eu vou: dizer, fazer ou sentir.
Para que serve a propaganda individual de ‘eu estou com Jesus’? Não deveria ser ‘meus irmãos como tal me reconhecem’? A bondade, a generosidade, a gentileza, o carinho, o ‘estar junto não é para praticar sem alardear? Quem deve afirmar categoricamente que Deus está em mim, não deveria ser eu mesmo e sim meus irmãos, que juntos com Cristo somos filhos Dele?
Por que numa conversa qualquer, até em tribunais terrenos, advogados citam o nome de Deus em vão? Os Judeus não pronunciam a palavra Javé, e de certo modo eles têm razão. Para que ficar falando e batendo na mesma tecla o tempo todo? O ‘anjo caído’ não faz propaganda de si, ele age, e Deus não precisa do Marketing criado pelo homem, criado para consumo, e no qual se incluem itens que Ele condenaria como Jesus o fez junto aos vendilhões do Templo. Aliás, o Templo de Deus não somos nós? Para que propagandear uma coisa que já somos? Ou não somos? Não estamos colocando no mesmo balaio da propaganda Deus e as coisas terrenas?
No Natal e às vésperas de Ano Novo todos afirmam “precisamos nos ver’. Mas quem ama procura ver o ano todo e presenteia com a presença e com amor diuturno, não precisa de data específica. Aliás, este escritos estão acontecendo às 6:20 da manhã porque Deus pediu para acordar ‘mais cedo’.
Esse não é um voto de Feliz Natal e Próspero Ano Novo. É um desejo de que Ele esteja ‘em você’, em mim enfim em todos nós. Porque se estivesse mesmo não precisaria nem escrever tudo isso. Estar e ser se confundem no verbo e até em varias línguas, como no Inglês. Verbo que é só palavra e palavra não é ação. Ação é a fazer alguma coisa por quem você ama. Mas ama de verdade e não as palavras (mais uma vez o ser humano precisa de palavras) – os cachorros não – para expressar sentimentos.
Em vez de cartão de Natal por que não simplesmente abraçar a quem você ama, sem palavras, e prometendo daqui para frente ser Ele e não falar Dele, à toa.
Eu sou o que meus irmãos, filhos do Deus pai, o único, e trino, acham e me vem como sou. Nada mais posso propagandear ou tentar convencer por palavras. Simplesmente quero ser Ele. E se assim realmente o for meus irmãos irão me reconhecer como tal.
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