O BERGE STAHL
O EECV, cais do porto de Rotterdam, tem um projeto de 24 metros, tornando-se, juntamente com o Terminal de Ponta da Madeira, no estado do Maranhão, no Brasil, um dos dois únicos locais disponíveis para a amarração do maior navio graneleiro em mundo, o minério de ferro graneleiro Berge Stahl [pelo que pude constatar]. O projeto do navio de 23 metros deixa apenas um metro de ‘desalfandegamento’ da quilha ao abrigo, por isso ela só pode acoplar em uma janela restrita das marés.
Esse navio, com um calado de 23 m, deixa apenas 1 metro de folga quilha ao solo do oceano quando atraca em Rotterdam, precisando assim contar com a ajuda da maré para operar com segurança. Ele sai do Terminal de Ponta da Madeira, um porto privado operado pela Companhia Vale do Rio Doce, próximo a São Luís, no Maranhão (este porto tem calado de mais de 26m durante a maré baixa).
Na primeira metade do século XX, as atividades portuárias deslocaram-se do centro-oeste para o Mar do Norte. O território do antigo porto foi ampliado pela construção do Europoort (portão para a Europa), complexo ao longo da foz do Nieuwe Waterweg, e pela Maasvlakte no mar do Norte, perto de Hoek van Holland. A construção de uma segunda Maasvlakte recebeu, inicialmente, aprovação política, em 2004, mas foi interrompido pelo Raad van State, em 2005, porque os planos não previam impactos suficientes nas questões ambientais. Em 10 de Outubro de 2006, no entanto, a aprovação foi adquirida e construção iniciou-se em 2008, prevendo que primeiro navio a ancorar ocorra em 2013.
Historicamente cerca de 30% do território holandês fica abaixo do nível do mar. Há séculos eles têm diques que contêm a água e um sistema de bombeamento para jogar a água da chuva para o mar. Se o nível do mar subir acima de um limite, não vale mais a pena subir os diques para conter a entrada da água. Então a Holanda já tem três ou quatro experimentos de cidades flutuantes.