domingo, 30 de dezembro de 2012

A ERRADICAÇÃO DA EXTREMA POBREZA NO BRASIL



Os dados do IPEA afirmam que vinte e sete milhões e trezentos mil [27,3 milhões] brasileiros ultrapassaram a linha de extrema pobreza. O índice de moradores do País nesta situação baixou - entre 1990 e 2008 - de 25,6% para 4,8%, uma redução de 81%. O documento, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e divulgado em 24/3/2012, descreve que, de 1990 a 2008, enquanto a população brasileira cresceu de 141,6 milhões para 186,9 milhões, a população extremamente pobre (que vive com até = U$1,25/dia) decresceu de 36,2 para 8,9 milhões de pessoas. “A pobreza extrema no Brasil, hoje, é menos de um quinto da pobreza extrema de 1990. A desigualdade caiu bastante e pode cair ainda mais”, informa o relatório. E acrescenta: “Se o ritmo da redução se mantiver nos próximos anos, A POBREZA EXTREMA será ERRADICADA do Brasil por volta de 2014”.

O Brasil tem 16,2 milhões de pessoas vivendo em condições de POBREZA EXTREMA, segundo dados do Censo 2010 divulgados pelo IBGE. Para que uma pessoa esteja enquadrada no conceito de pobreza extrema, ela deve ter renda mensal abaixo de até R$ 70, ou pouco mais de R$ 2 por dia. Segundo o levantamento, o Nordeste é a região do país que mais sofre com o problema, concentrando 59,1% (9,61 milhões) dos brasileiros extremamente pobres, seguida pelo Sudeste, que detém 17%% (2,7 milhões). Dentre esses 16,2 milhões de habitantes na extrema pobreza, que correspondem a 8,5% da população brasileira, a grande maioria é negra ou parda, 53% vivem em área urbana e 46,7% são moradores do campo que, em muitos casos, exercem atividades baseadas na agropecuária de subsistência.

 






 

 
Vejam o quadro:

Posição
Estado
Extrema
pobreza (%)

8,5%

1
1,7%

2
1,9%

3
2,7%

4
2,9%

5
3,0%

6
3,7%

7
3,9%

8
4,3%

9
4,7%

10
5,0%

11
5,9%

12
7,9%

13
11,9%

14
12,8%

15
13,0%

16
15,3%

17
16,1%

18
16,3%

19
17,7%

20
17,9%

21
18,4%

22
18,9%

23
19,2%

24
19,3%

25
20,5%

26
21,6%

27
26,3%





Ao anunciar a ampliação do Programa Brasil Carinhoso, que passa a atender a famílias com jovens até 15 anos, a presidente Dilma Rousseff disse que é um passo decisivo rumo a sociedade de classe média que governo e sociedade buscam construir.

“Tenho afirmado que o Brasil que nós todos queremos construir é um país de classe média. E, para isso, nós colocamos como uma de nossas prioridades, desde o início do governo, a retirada de 16 milhões de brasileiros da pobreza”, disse durante pronunciamento.

Lançado em 2012, o programa de complementação de renda Brasil Carinhoso era voltado a famílias com filhos até 6 anos. Com a ampliação anunciada, passa a atender aos beneficiários do plano ‘Bolsa Família’ com pelo menos um filho até 15 anos. Assim, cada pessoa dessas famílias terá a renda complementada até receber uma renda de R$ 70 QUE É O LIMITE PARA SE SAIR DA POBREZA EXTREMA. “Estamos dando um passo decisivo para construir agora um futuro importante para nossas crianças e jovens.”, disse Dilma.

Dados do governo apontam que o Brasil Carinhoso retirou 9,1 milhões de pessoas da extrema pobreza até agora, sendo 2,8 milhões de crianças. Com a ampliação, a expectativa é que mais 7,3 milhões de pessoas superem a miséria, sendo 2,9 milhões da faixa etária de 7 a 15 anos. O pagamento aos novos beneficiários do Programa Brasil Carinhoso começou a ser feito a partir do dia 10 de dezembro de 2012.

O termo erradicar etimologicamente significa desarraigar, ou seja, arrancar pela raiz, assim a árvore nunca mais crescerá naquele lugar. “Erradicar” é o antônimo de “radicar”. Forma-se pelo Latim EX-,  “para fora”, mais RADICARE, “enraizar, fixar-se”, de RADIX, “raiz”. O prefixo perdeu o “X” para poder ser pronunciado antes do “R” da palavra seguinte.

Apesar de os dados serem preliminares, o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome afirma que uma grande parte da população que se encontra abaixo da linha de pobreza já é beneficiária de programas de transferência de renda e inclusão social. Essas pessoas, no entanto, carecem de acesso a serviços públicos de qualidade, como os de educação, moradia, saúde e transporte. E é isso que vamos a partir de agora monitorar, não é meus leitores?

Erradicar, lembram? As fotos que mostro aqui não serão mais vistas pelo Brasil, ou senão teremos mais uma falácia do governo petista.

Se o governo oferece mais uns tostões para que a renda que antes era de R$ 70,00, passe, por exemplo, para R$ 120,00 NAS ESTATÍSTICAS DO GOVERNO E DO BANCO MUNDIAL A POBREZA EXTREMA ESTARIA ERRADICADA? Ledo engano. Com essa ‘renda’ a família continuará na mesma desgraça de antes. Só ‘contribuiu’ para as estatísticas. As fotos continuarão a serem tiradas nos mesmo lugares.

A ideia Republicana não é oferecer esmolas para contribuir na reduçãopura e simples de estatísticas, mas sim resolver a questão, ou seja, realmente erradicar a pobreza. E como os Republicanos fazem? Oferecendo Educação, Saúde, Moradia e principalmente emprego. Condições para que as situações de pobreza sejam efetivamente revertidas e não só estatísticas reduzidas. No mais são paliativos que não ‘curam a doença’.


Rosana Heringer coordenadora geral de programas da
ONG ActionAid Brasil
"Deve haver uma combinação de políticas que melhorem as condições de vida com políticas redistributivas: geração de emprego e renda, melhores salários, acesso à terra, microcrédito, fundos rotativos e estímulo ao mercado de consumo local."


Pobreza é causa ou consequência? Como diria a propaganda do ‘tostines’, mendigam por que são pobres, ou são pobres por que mendigam? (em vez de estudar, trabalhar, etc.).

Eu continuarei a percorrer o Brasil com minha máquina fotográfica tirando fotos das belas paisagens, mas também registrando se ocorreu mesmo a tal erradicação da EXTREMA POBREZA.

Em quase todos os países onde existem programas ‘para erradicar a pobreza’ ocorre no nível macroeconômico, o efeito “DEPENDENCIA FINANCEIRA”. Todo tipo de ajuda governamental termina criando mais do mesmo tipo de comportamento que, em teoria, estaria tentando eliminar. Ou seja, a maioria dos programas "contra a pobreza" acaba mesmo é perpetuando-a. Sua função, ao contrário do que se acredita, não é acabar com a pobreza, mas sim dar emprego às burocracias encarregadas do problema. Significa tudo isso que não devemos ajudar os pobres, que a caridade é um mal? Negativo. Tampouco devemos ter o coração tão frio.
Ajudar os outros, na medida do possível, e dentro de certo realismo, é bom. Há sim pessoas que, devido à idade, doenças, ou as próprias circunstâncias da vida, têm dificuldade em conseguir trabalho. Há sim pessoas que verdadeiramente precisam de ajuda, ou ao menos de um empurrãozinho.

Concluindo neste momento o tema, mostro o resultado de dois anos de trabalho da Comissão de Crescimento e Desenvolvimento, impulsionada pelo Banco Mundial: o “Relatório do Crescimento: estratégias para um crescimento sustentável e um desenvolvimento inclusivo.” O documento foi elaborado por um grupo de 21 especialistas, 15 dos quais procedentes de países em vias de desenvolvimento. Inclui políticos e altos funcionários, como os atuais governadores dos bancos centrais da China e da Indonésia, professores e economistas de países como o Brasil, Reino Unido, Suécia, Singapura, Peru, Egito ou México, e até dois prêmios Nobel: Michael Spence, que presidiu à comissão e Robert Solow. Para elaborar o relatório, os especialistas analisaram 13 casos de crescimento econômico sustentado no período pós-II Guerra Mundial: Botsuana, Brasil, China, Hong Kong, Indonésia, Japão, Coreia do Sul, Malásia, Malta, Omã, Singapura, Taiwan e Tailândia. Todas estas economias tiveram pelo menos 25 anos consecutivos com um crescimento médio anual de 7 por cento, às quais se podia acrescentar a Índia e o Vietnam, que somam 15 anos consecutivos de forte crescimento. 

Em resumo:

1.   Impossível reduzir a pobreza sem crescimento;
2.   Abraçar a economia global;
3.   Para crescer é preciso investir em EDUCAÇÃO e em infraestruturas [como água encanada e saneamento];
4.   Urge proteger os mais pobres do aumento dos preços dos alimentos [sem inflação, moeda estável, etc.];
5.   Incentivar poupança e não consumo;

O relatório acrescenta, entre outros pontos, que o crescimento econômico não é, per se, a resposta para a erradicação da pobreza.
 
É um vetor importante para a generalidade da redução da pobreza nos últimos anos. Como o relatório sustenta, nos países mais pobres é impossível reduzir a pobreza sem crescimento econômico. Contudo, olha-se para países como a Índia ou a China, cujas economias estão em rápido crescimento, e encontramos um fosso abismal entre os mais ricos e os mais pobres. Porque é que isso acontece? 

A distribuição da riqueza é relativa e a diminuição da riqueza é absoluta. Por isso, é possível que a pobreza desça e, ao mesmo tempo, aumente a desigualdade de rendimentos. Muitas pessoas não fazem distinção entre estas duas medidas, mas elas são diferentes. A China é um exemplo de [um país onde existe] muita redução na pobreza e uma crescente desigualdade nos rendimentos. Qual deve ser o papel dos governos no processo de crescimento econômico? Dito de uma forma curta e direta, devem promover a concorrência, investir na EDUCAÇÃO e nas INFRAESTRUTURAS [saneamentos], prevenir uma desigualdade muito grande, assegurar que os mercados laborais e de capitais são flexíveis, e promover a urbanização. Estão a fazê-lo nos países em vias de desenvolvimento? Não totalmente. Há que se remover os constrangimentos à mobilidade no mercado de trabalho, estar comprometido com a economia global e promover um crescimento equitativo e inclusivo.

Bem, o ano de 2014 estará logo aí às nossas portas, só um ano nos separa. Veremos se os Programas do PT são apenas eleitoreiros e para se esbaldarem em palanques com o falatório de sempre, ou se querem resolver mesmo o problema. Quem viver verá.