Os dados do IPEA afirmam que vinte e
sete milhões e trezentos mil [27,3 milhões] brasileiros ultrapassaram a linha
de extrema pobreza. O índice de moradores do País nesta situação baixou - entre
1990 e 2008 - de 25,6% para 4,8%, uma redução de 81%. O documento, produzido
pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e divulgado em 24/3/2012,
descreve que, de 1990 a 2008, enquanto a população brasileira cresceu de 141,6
milhões para 186,9 milhões, a população extremamente pobre (que vive com até =
U$1,25/dia) decresceu de 36,2 para 8,9 milhões de pessoas. “A pobreza extrema
no Brasil, hoje, é menos de um quinto da pobreza extrema de 1990. A desigualdade
caiu bastante e pode cair ainda mais”, informa o relatório. E acrescenta: “Se o
ritmo da redução se mantiver nos próximos anos, A POBREZA EXTREMA será ERRADICADA
do Brasil por volta de 2014”.
O Brasil tem 16,2 milhões de pessoas
vivendo em condições de POBREZA EXTREMA, segundo dados do Censo 2010
divulgados pelo IBGE. Para que uma pessoa esteja enquadrada no conceito de
pobreza extrema, ela deve ter renda mensal abaixo de até R$ 70, ou pouco mais
de R$ 2 por dia. Segundo o levantamento, o Nordeste é a região do país que
mais sofre com o problema, concentrando 59,1% (9,61 milhões) dos brasileiros
extremamente pobres, seguida pelo Sudeste, que detém 17%% (2,7 milhões). Dentre
esses 16,2 milhões de habitantes na extrema pobreza, que correspondem a 8,5% da
população brasileira, a grande maioria é negra ou parda, 53% vivem em área
urbana e 46,7% são moradores do campo que, em muitos casos, exercem atividades
baseadas na agropecuária de subsistência.
Vejam o quadro:
Posição
|
Estado
|
Extrema
pobreza
(%)
|
|
–
|
8,5%
|
||
1
|
1,7%
|
||
2
|
1,9%
|
||
3
|
2,7%
|
||
4
|
2,9%
|
||
5
|
3,0%
|
||
6
|
3,7%
|
||
7
|
3,9%
|
||
8
|
4,3%
|
||
9
|
4,7%
|
||
10
|
5,0%
|
||
11
|
5,9%
|
||
12
|
7,9%
|
||
13
|
11,9%
|
||
14
|
12,8%
|
||
15
|
13,0%
|
||
16
|
15,3%
|
||
17
|
16,1%
|
||
18
|
16,3%
|
||
19
|
17,7%
|
||
20
|
17,9%
|
||
21
|
18,4%
|
||
22
|
18,9%
|
||
23
|
19,2%
|
||
24
|
19,3%
|
||
25
|
20,5%
|
||
26
|
21,6%
|
||
27
|
26,3%
|
Ao anunciar
a ampliação do Programa Brasil Carinhoso, que passa a atender a famílias
com jovens até 15 anos, a presidente Dilma Rousseff disse que é um passo
decisivo rumo a sociedade de classe média que governo e sociedade buscam
construir.
“Tenho
afirmado que o Brasil que nós todos queremos construir é um país de classe
média. E, para isso, nós colocamos como uma de nossas prioridades, desde o
início do governo, a retirada de 16 milhões de brasileiros da pobreza”, disse
durante pronunciamento.
Lançado em
2012, o programa de complementação de renda Brasil Carinhoso era voltado a
famílias com filhos até 6 anos. Com a ampliação anunciada, passa a atender aos
beneficiários do plano ‘Bolsa Família’ com pelo menos um filho até 15 anos.
Assim, cada pessoa dessas famílias terá a renda complementada até receber uma
renda de R$ 70 QUE É O LIMITE PARA SE SAIR DA POBREZA EXTREMA.
“Estamos dando um passo decisivo para construir agora um futuro importante para
nossas crianças e jovens.”, disse Dilma.
Dados do
governo apontam que o Brasil Carinhoso retirou 9,1 milhões de pessoas da extrema
pobreza até agora, sendo 2,8 milhões de crianças. Com a ampliação, a
expectativa é que mais 7,3 milhões de pessoas superem a miséria, sendo 2,9
milhões da faixa etária de 7 a 15 anos. O pagamento aos novos beneficiários do
Programa Brasil Carinhoso começou a ser feito a partir do dia 10 de dezembro de
2012.
O termo
erradicar etimologicamente significa desarraigar, ou seja, arrancar pela raiz,
assim a árvore nunca mais crescerá naquele lugar. “Erradicar” é o antônimo de
“radicar”. Forma-se pelo Latim EX-, “para fora”, mais RADICARE,
“enraizar, fixar-se”, de RADIX, “raiz”. O prefixo perdeu o “X” para poder ser
pronunciado antes do “R” da palavra seguinte.
Apesar de os
dados serem preliminares, o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à
Fome afirma que uma grande parte da população que se encontra abaixo da linha
de pobreza já é beneficiária de programas de transferência de renda e inclusão
social. Essas pessoas, no entanto, carecem de acesso a serviços públicos de
qualidade, como os de educação, moradia, saúde e transporte. E é isso que vamos
a partir de agora monitorar, não é meus leitores?
Erradicar,
lembram? As fotos que mostro aqui não serão mais vistas pelo Brasil, ou senão
teremos mais uma falácia do governo petista.
Se o governo
oferece mais uns tostões para que a renda que antes era de R$ 70,00, passe, por
exemplo, para R$ 120,00 NAS ESTATÍSTICAS DO GOVERNO E DO BANCO MUNDIAL A
POBREZA EXTREMA ESTARIA ERRADICADA? Ledo engano. Com essa ‘renda’ a família
continuará na mesma desgraça de antes. Só ‘contribuiu’ para as estatísticas. As
fotos continuarão a serem tiradas nos mesmo lugares.
A ideia
Republicana não é oferecer esmolas para contribuir na reduçãopura e simples de
estatísticas, mas sim resolver a questão, ou seja, realmente erradicar a
pobreza. E como os Republicanos fazem? Oferecendo Educação, Saúde, Moradia e
principalmente emprego. Condições para que as situações de pobreza sejam
efetivamente revertidas e não só estatísticas reduzidas. No mais são paliativos
que não ‘curam a doença’.
Rosana
Heringer coordenadora geral de programas da
ONG
ActionAid Brasil
"Deve haver uma combinação de
políticas que melhorem as condições de vida com políticas redistributivas:
geração de emprego e renda, melhores salários, acesso à terra, microcrédito,
fundos rotativos e estímulo ao mercado de consumo local."
Pobreza é
causa ou consequência? Como diria a propaganda do ‘tostines’, mendigam por que
são pobres, ou são pobres por que mendigam? (em vez de estudar, trabalhar,
etc.).
Eu
continuarei a percorrer o Brasil com minha máquina fotográfica tirando fotos
das belas paisagens, mas também registrando se ocorreu mesmo a tal erradicação
da EXTREMA POBREZA.
Em quase
todos os países onde existem programas ‘para erradicar a pobreza’ ocorre no
nível macroeconômico, o efeito “DEPENDENCIA FINANCEIRA”. Todo tipo de ajuda
governamental termina criando mais do mesmo tipo de comportamento que, em
teoria, estaria tentando eliminar. Ou seja, a maioria dos programas
"contra a pobreza" acaba mesmo é perpetuando-a. Sua função, ao
contrário do que se acredita, não é acabar com a pobreza, mas sim dar emprego
às burocracias encarregadas do problema. Significa tudo isso que não devemos
ajudar os pobres, que a caridade é um mal? Negativo. Tampouco devemos ter o
coração tão frio.
Ajudar os outros, na medida do possível, e dentro de certo realismo, é bom. Há sim pessoas que, devido à idade, doenças, ou as próprias circunstâncias da vida, têm dificuldade em conseguir trabalho. Há sim pessoas que verdadeiramente precisam de ajuda, ou ao menos de um empurrãozinho.
Ajudar os outros, na medida do possível, e dentro de certo realismo, é bom. Há sim pessoas que, devido à idade, doenças, ou as próprias circunstâncias da vida, têm dificuldade em conseguir trabalho. Há sim pessoas que verdadeiramente precisam de ajuda, ou ao menos de um empurrãozinho.
Concluindo
neste momento o tema, mostro o resultado de dois anos de trabalho da Comissão
de Crescimento e Desenvolvimento, impulsionada pelo Banco Mundial: o “Relatório
do Crescimento: estratégias para um crescimento sustentável e um
desenvolvimento inclusivo.” O documento foi elaborado por um grupo de 21
especialistas, 15 dos quais procedentes de países em vias de desenvolvimento.
Inclui políticos e altos funcionários, como os atuais governadores dos bancos
centrais da China e da Indonésia, professores e economistas de países como o
Brasil, Reino Unido, Suécia, Singapura, Peru, Egito ou México, e até dois
prêmios Nobel: Michael Spence, que presidiu à comissão e Robert Solow. Para
elaborar o relatório, os especialistas analisaram 13 casos de crescimento
econômico sustentado no período pós-II Guerra Mundial: Botsuana, Brasil, China,
Hong Kong, Indonésia, Japão, Coreia do Sul, Malásia, Malta, Omã, Singapura,
Taiwan e Tailândia. Todas estas economias tiveram pelo menos 25 anos
consecutivos com um crescimento médio anual de 7 por cento, às quais se podia
acrescentar a Índia e o Vietnam, que somam 15 anos consecutivos de forte
crescimento.
Em resumo:
1. Impossível reduzir a
pobreza sem crescimento;
2. Abraçar a economia
global;
3. Para crescer é
preciso investir em EDUCAÇÃO e em infraestruturas [como água encanada e
saneamento];
4. Urge proteger os mais
pobres do aumento dos preços dos alimentos [sem inflação, moeda estável, etc.];
5. Incentivar poupança e
não consumo;
O relatório
acrescenta, entre outros pontos, que o crescimento econômico não é, per se, a
resposta para a erradicação da pobreza.
É um vetor
importante para a generalidade da redução da pobreza nos últimos anos. Como o
relatório sustenta, nos países mais pobres é impossível reduzir a pobreza sem
crescimento econômico. Contudo, olha-se para países como a Índia ou a China,
cujas economias estão em rápido crescimento, e encontramos um fosso abismal
entre os mais ricos e os mais pobres. Porque é que isso acontece?
A
distribuição da riqueza é relativa e a diminuição da riqueza é absoluta. Por
isso, é possível que a pobreza desça e, ao mesmo tempo, aumente a desigualdade
de rendimentos. Muitas pessoas não fazem distinção entre estas duas medidas,
mas elas são diferentes. A China é um exemplo de [um país onde existe] muita
redução na pobreza e uma crescente desigualdade nos rendimentos. Qual deve ser
o papel dos governos no processo de crescimento econômico? Dito de uma forma
curta e direta, devem promover a concorrência, investir na EDUCAÇÃO e
nas INFRAESTRUTURAS [saneamentos], prevenir uma desigualdade muito
grande, assegurar que os mercados laborais e de capitais são flexíveis, e promover
a urbanização. Estão a fazê-lo nos países em vias de desenvolvimento? Não
totalmente. Há que se remover os constrangimentos à mobilidade no mercado de
trabalho, estar comprometido com a economia global e promover um crescimento
equitativo e inclusivo.
Bem, o ano
de 2014 estará logo aí às nossas portas, só um ano nos separa. Veremos se os
Programas do PT são apenas eleitoreiros e para se esbaldarem em palanques com o
falatório de sempre, ou se querem resolver mesmo o problema. Quem viver verá.