Em
função de alguns amigos meus nunca terem visitados alguns países diferentes do
Brasil, e viverem se posicionando sobre o que é ser 1º mundo, resolvi escrever
o que, para mim, é ser realmente 1º mundo.
O
nosso Brasil querido, 6º PIB mundial e 84º em IDH, têm pouquíssimos lugares ou
cidades que podem ser listados como sendo 1º mundo. Cito Gramado como um desses
lugares (parquímetro banheiro público na praça principal, limpo, para atender o
turismo!!!). Para mim as principais cidades do Brasil não são compatíveis com a
posição de 6º PIB.
Ser
um país de 1º mundo, mesmo não tendo PIB próximo ao do Brasil é:
1º]
Não ver crianças nas ruas sem uniforme escolar. Ou seja, ou a criança está em
casa, ou na escola (ou indo para ela). Não ver crianças pedindo esmolas nos
sinais (ou farol).
2º]
Andar de ônibus (autocarro ou autobus) com ar condicionado, movido a gás,
LIMPO, estofamento de tecido (lã, feltro ou veludo), sem rasgos ou escritas,
sem cobradores, espaçosos e passando nos pontos especificados no horário,
sem atrasos. Nos pontos de ônibus, placas indicativas dos itinerários e dos
horários, pré-fixados com dias úteis, fins de semana ou feriados detalhados. E
cujos horários são rigorosamente cumpridos. Tenho fotos para comprovar. ‘Dourados’,
pessoas com mais de 65 anos de vida, com passe livre.
3º]
Metrô (ou Metro) sem catracas e até sem muros ou barreiras para a rua, LIMPOS,
cumprindo horários exatos. Trens igualmente limpos, com estofamento em veludo,
nos horários determinados e seguros. Ah, Metro servindo o aeroporto (estação
dentro) e até os estádios de futebol.
4º]
Ruas limpas. Locais de turistas limpos e organizados com horários estabelecidos
e cumpridos.
5º]
Estacionamentos nos subterrâneos das praças públicas para se evitar estacionamento
irregulares. Praças limpas de modo que se possa ‘curtir’ turismo. Quando há
estacionamento nas ruas com parquímetro com moedas, ‘selfservice’, e sem
‘flanelinhas’.
6º]
Poder andar nas ruas do centro histórico e nas demais com máquina fotográfica
Canon semiprofissional à mão, pendurada no pescoço, sem riscos de assalto. Sem
policiais à mostra.
7º]
Ser tratado por senhor o tempo todo nos estabelecimentos comerciais (embora eu
não curta muito o tratamento, pela minha idade, claro, rs*) mas considero sinal
de respeito.
8º]
Colocar a mão à frente, ou não fazê-lo, e atravessar na faixa de pedestres sem
riscos de ser atropelado.
9º]
Taxis com mesmo valor quando a corrida é idêntica. Taxis, automóveis Mercedes,
novos ou mais antigos, mas limpos. Cobrança de bagagem, extra, definida
anteriormente. Sem música alta em especial funk, pagode, axé ou sertanejo.
10º]
Estradas e rodovias (federais) sem buracos e sem passar por dentro de cidades.
‘Portagem’ (ou pedágio) definido por quilometragem rodada, mais justa.
11º]
Você perder a chave do carro alugado na praça principal da cidade e perguntado
ao policial de plantão na área se sabia do ocorrido e simultaneamente ele
afirmar que as chaves se encontravam na central de polícia. E mais, quando
chegar no carro, onde se encontrava uma mochila no porta-malas, encontrá-la
integralmente com todos os pertences (relógio, óculos, etc.).
12º]
Pedir a certidão de nascimento de seu pai português, falecido, cujo nascimento
ocorreu em 1923 e receber o documento digitalizado, em 5 minutos !!! Não deu
tempo da minha mulher, cunhada e sogra ‘tomarem o cafezinho’ no bar da esquina.
Detalhe a cidade é uma vila pequena denominada Mangualde, Portugal. Automóvel
ficou estacionado na rua com parquímetro self-service.
13º]
Você ir almoçar com sua mulher uma bela pasta (PF) com ‘vinho da região’, na
padaria da esquina próxima ao hotel, começar a chover, você pedir guarda-chuva,
o dono da padaria (italiano) lhe emprestar o guarda-chuva e não exigir dados de
documentos ou o número do quarto do hotel, etc. Ocorreu comigo em Milão ... não
é uma cidadezinha qualquer !!!
14º]
Wifi internet gratuita na praça principal. Ocorre na Praça dos Aliados (centro
financeiro da cidade) no Porto em PT.
15º]
Monumentos e prédio públicos sem pixação.
Todos
esses requisitos se encontram presentes em cidades como: Porto (a principal e
‘minha’ cidade), Lisboa, Viseu e Mangualde em Portugal, Londres, Milão e Paris
(exceto Monmartre, que é um pouco ‘mais perigosa’ a área em função de termos
muitos ‘estrangeiros’ ao redor, fora nesta região e principalmente na Champs
Elysée nada a declarar).
Se
encontrarem algo parecido no Brasil me avisem que corro para visitar.