quinta-feira, 5 de abril de 2012

ESTRATÉGIA COMPETITIVA INTERNACIONAL



Para um país estabelecer uma Estratégia Competitiva Globalizada que permita que ele esteja imune aos ‘ataques’ comerciais dos outros países há que se estabelecer diversas políticas nacionais, com longos prazos de duração. Ou seja, sejam estabelecidas estratégias nacionais de competitividade industrial ou agrícola.
Existem dois sentidos de políticas nacionais de competitividade: 1) as horizontais e 2) as verticais.
As políticas HORIZONTAIS de competitividade são aquelas estabelecidas e que são usufruídas por todos os setores. Exemplos dessas políticas são: estabilidade monetária, redução de carga fiscal, tributária ou trabalhista, desburocratização de políticas fiscais, melhorias educacionais, modernização das malhas ferroviárias ou fluviais, melhoria das infraestruturas existentes para exportação, tais como: logísticas [no armazenamento e no transporte], escoamento, redução de taxas e desburocratização; nos portos e aeroportos. Uma política horizontal bem sucedida, no Brasil das últimas décadas, foi o estabelecimento da moeda Real e a estabilidade econômica. Atingiu a todos indistintamente.
As políticas VERTICAIS de competitividade são aquelas que atingem determinados setores ou grupamentos de empresas [ou produtos]. Exemplos são: a redução de impostos para ‘linhas’ brancas’, estímulos a determinados setores para exportar, incentivos fiscais e tributários voltados para determinados produtos visando exportação, etc. Normalmente essas políticas são mais pontuais e definidas por ‘pacotes’ diversos ao longo do tempo. São mais fáceis e ágeis de implementar mais seus resultados são medidos a curto prazo e nem sempre conseguem vencer por muito tempo porque o mercado mundial ‘se acomoda’ e altera na origem da competição [país que está competindo].
Particularmente no Brasil está demonstrada que o sucesso das políticas verticais é passageiro e fugaz. O Brasil passou décadas tentando ‘baixar a inflação’ e estabilizar a moeda e vários ‘pacotes’ foram ‘lançados ‘ sem sucesso. Somente após o advento do Plano Real e da estabilidade monetária que o sucedeu, se verificou as benesses de uma política horizontal consistente, que deu margens para que os governos posteriores pudessem se beneficiar com crescimento sustentável e assim granjear simpatia da população.
Como o Brasil faz parte da OMC, ele precisa estar sempre dentro dos parâmetros estabelecidos pela organização e não sobretaxar as importações mais do que a OMC recomenda, prega e fiscaliza.
A desindustrialização do Brasil recente é notória e culpa-se a ‘guerra cambial’ Falta, entretanto, que se estabeleçam políticas horizontais, que são consequências de estratégias competitivas globais visando o mercado mundial globalizado de hoje. Há anos que o governo central brasileiro não estabelece políticas de longo prazo e que permeiem todos os setores. Há anos que o Brasil vem emitindo e lançando no mercado pacotes de políticas verticais setoriais que beneficiam determinados grupamentos, mas que não tornam o Brasil mais competitivo internacionalmente, independente da valorização da moeda [que sabemos é artificial, montada pelos maiores competidores brasileiros: chineses com sua moeda artificial e carga trabalhista e fiscal predatória, americanos do Norte despejando inflação do dólar pelo mundo com emissões mássicas de moeda e títulos para pagar déficits públicos enormes causados pela guerra do ex-presidente Busch e pela demagogia do atual Obama e pelo déficit público imenso da Europa moderna].

CONTINUA